10.4.06
BARNABÉ:
- segundo o Houaiss, "s.2g.infrm. funcionário público de modesta importância."
- segundo a Bíblia (Atos 4.36-37), um judeu generoso e sensível nascido na Ilha de Chipre e contemporâneo do apóstolo Paulo.
- segundo o Google, "filho da consolação" ou "filho da profecia" (Baar = Filho; Nabé = Consolação).
MEU E-MAIL:
Alfred E. Neuman
NOTA: são de exclusiva responsabilidade de seus respectivos autores:(i) os comentários de terceiros aos posts deste blog; (ii) os textos eventualmente citados ou transcritos nos posts deste blog; e (iii) o conteúdo dos blogs e outros sites aqui linkados. Inversamente, o conteúdo restante constitui responsabilidade pessoal e exclusiva do mantenedor deste blog.
posts anteriores
- Miss Bananão 2006
- o dinheiro público, esse sem-dono (4)
- and so what, my dear?
- matéria e antimatéria
- that's the real me
- Eleições 2006
- ERROR 404 - blogueiro not found
- da irracionalidade dos mercados
- a dominação começa pela abóbora
- o dinheiro público, esse sem-dono (3)
suggerimenti
OUTROS BLOGS:
NOTÍCIAS & ANÁLISES:
PÁGINAS PESSOAIS:
DIVERSOS:
AOS VÍCIOS
Eu sou aquele que os passados anos
Cantei na minha lira maldizente
Torpezas do Brasil, vícios e enganos.
E bem que os descantei bastantemente,
Canto segunda vez na mesma lira
O mesmo assunto em plectro
diferente.
[..........]
De que pode servir calar quem cala?
Nunca se há de falar o que se sente
Sempre se há de sentir o que se fala.
Qual homem pode haver tão paciente,
Que, vendo o triste estado da Bahia
Não chore, não suspire e não lamente?
Isto faz a discreta fantasia:
Discorre em um e outro desconcerto
Condena o roubo, increpa a hipocrisia.
O néscio, o ignorante, o inexperto
Que não elege o bom, nem mau reprova
Por tudo passa deslumbrado e incerto.
E quando vê talvez na doce trova
Louvado o bem e o mal vituperado
A tudo faz focinho, e nada aprova.
Diz logo prudentaço e repousado:
-Fulano é um satírico, é um louco,
De língua má, de coração danado.
Néscio, se disso entendes nada ou pouco,
Como mofas com riso e algazaras
Musas, que estimo ter, quando as invoco.
Se souberas falar, também falaras
Também satirizaras, se souberas
E se foras poeta, poetizaras.
A ignorancia dos homens destas eras
Sisudos faz ser uns, outros prudentes,
Que a mudez canoniza bestas feras.
Há bons, por não poder ser insolentes,
Outros há comedidos de medrosos,
Não mordem outros não ---por não ter dentes.
Quantos há que os telhados têm vidrosos,
E deixam de atirar sua pedrada,
De sua mesma telha receosos?
Uma só natureza nos foi dada
Não criou Deus os naturais diversos;
Um só Adão criou e esse de nada.
Todos somos ruins, todos perversos,
Só nos distingue o vício e a virtude,
De que uns são comensais, outros adversos
Quem maior a tiver do que eu ter pude,
Esse só me censure, esse me note,
Calem-se os mais chitom, e haja saúde.
Gregório de Mattos e Guerra
