O BARNABÉ

Pensamentos desordenados sobre a estupidez humana (inclusive a do próprio autor), o Brasil, o mundo e o sentido da vida. Todos os comentários são bem-vindos, sobretudo quando o escrevente assumir suas posições sem falsa neutralidade, afirmando claramente que prefere manteiga a margarina e brindando-nos com as razões que o levam a tal ordem de preferências.

12.4.07

NOVO ENDEREÇO DO BLOG

Mesdames, Messieurs,

Esta repartição agora atende em novo endereço:
http://obarnabe.blogspot.com

A Gerência

27.9.06

então...

A desculpa esfarrapada da vez é que estou terminando meu mestrado e, por isso, O Barnabé só deve ter novos posts lá para fevereiro ou março do ano que vem (quando, aliás, eu devo aproveitar o retorno para dar uma repaginada total no blog, cujo layout já está meio cansativo). Inventei de usar econometria para estudar meu tema de pesquisa e tive que passar os últimos meses descobrindo o significado de expressões macabras como "heterocedasticidade", "propriedades assintóticas" e "distribuição probabilística do termo de erro estocástico" - sendo que meu background prévio se limitava a duas das quatro operações (multiplicação e divisão sem calculadora não dá, pô!). É sofrido, mas compensador: transforma radicalmente sua maneira de enxergar as relações de causa-e-efeito entre as coisas. Vc passa a duvidar de tudo o que ouve até ver um printout do STATA corroborando o que antes era apenas duvidosa impressão pessoal. Há, claro, alguns efeitos colaterais (sobretudo se vc resolve convencer sua namorada de que o amor, embora não seja diretamente observável, pode ser medido por meio de alguma proxy e portanto modelado econometricamente). Mas vale a pena.

P.S.: Recuperei a senha do e-mail ao lado. Felizmente, agora posso voltar a ler meus spams com regularidade.

20.6.06

num é eu

Algum mala capturou a senha do meu e-mail (alfred.e@bol.com.br). Assim, ignorem as msgs que porventura venham a receber (ou que já tenham recebido) daquele endereço.

26.5.06

onda de furtos em Weggis

Então esse é o tal povo honesto, bom e batalhador do qual os comunas tanto falam...? Depois nêgo fica puto quando alguém confessa ter vergonha de ser brasileiro.

24.5.06

who is to blame?

Eis algo raro: comuna atribuindo a violência urbana à incompetência policial e não à miséria/desigualdade/pobreza/capitalismo/neoliberalismo/EUA/FMI. Pena que o mesmo raciocínio geralmente seja descartado quando se trata do MST.

22.5.06

o portuguêiz e o PIB per capita

As origens lingüísticas do atraso brasileiro. Irretocável. Concordância de gênero, número e grau é sinal de subdesenvolvimento.

20.5.06

Buenos Aires

Not much to say. Bonita cidade, boa comida, câmbio favorável. O Cemitério da Recoleta é tenebroso; os caixões não são enterrados, ficam expostos aos passantes, protegidos apenas por portinholas de vidro. Não há propriamente túmulos, mas pequenas capelas para cada família:



O restante do bairro da Recoleta, porém, é bem agradável - restaurantes de estilo europeu a preços latinos.

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A Casa Rosada tem essa cor porque, originalmente, utilizou-se uma mistura de sebo e sangue bovino para impermeabilizar a pintura. Não obstante, a Casa Rosada é puro fake - apenas a fachada é rosa:



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As argentinas são bonitas - a forte imigração italiana fez muito bem à cidade, nesse aspecto. Por outro lado, a quase inexistência de imigração africana privou as portenhas de certos atributos anatômicos bastante valorizados em terras bananais. Enfim, são os trade-offs da genética.

A balada em Buenos Aires é bem diferente da nossa. Aqui, via de regra, o cidadão chega na boate (que lá é "boliche") e aborda toda a população feminina do local, numa espécie de "estratégia spam" de atirar para todos os lados pra ver se alguém cai. Lá há menos pegação e mais conversa. Num dos "boliches" em que fui não vi mais do que três ou quatro investidas bem-sucedidas. Saí de lá sem entender como os argentinos se reproduzem. Mas sei lá eu, de repente é assim só nas baladas em que eu fui (e considerando que as indicações partiram da Dona Patroa, é bem provável que a escolha desses lugares não tenha sido aleatória).

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A comida é boa, desde que você não se preocupe com seu sistema circulatório. Comi o melhor prato da minha vida: uma pizza em que, no lugar da massa, havia uma bisteca de porco (matambrito de cerdo a la pizza) e vinha acompanhada com uns 300g de batatas fritas. Eu não chegaria aos 40 se vivesse lá.

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